sábado, 20 de dezembro de 2014

MPF recomenda que Camilo freie licitações e dê transparência à transição



O Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP), recomendou que o atual governador Camilo Capiberibe (PSB) atue com transparência na transição de governo, e que Waldez Góes (PDT), governador eleito, exponha toda a situação do Estado aos Amapaenses no começo de seu mandato. Os documentos foram entregues pelos procuradores da República Ricardo Negrini, Marisa Ferrari e Filipe Lucena, do  Núcleo de Combate à Corrupção.

Durante o encontro, os procuradores desejaram sucesso na gestão de Waldez e se mostraram preocupados com a maneira como Camilo Capiberibe se negou a fazer uma transição pacífica entre as gestões. “Apesar dos esforços da nossa excelente equipe de transição e apoiadores, a falta de informações da atual administração tem sido um grande prejuízo para a agilidade do processo e principalmente para a sociedade amapaense”, afirmou o coordenador da transição e vice-governador eleito, Papaléo Paes.

 “A transição só existe para nós que estamos aguerridos nessa comissão, porém para o atual governo, é como se ela não existisse, mesmo com todos os mandados e recomendações judiciais que têm sido expedidos como este, do MPF-AP”, lamentou Papaléo.
O Núcleo de Combate à Corrupção recomendou que Camilo seja republicano e preste as medidas necessárias para assegurar a continuidade dos atos da administração pública, e que não prejudique ainda mais os serviços essenciais prestados à população, além disso, Camilo deve frear as licitações ilegais que tem feito no apagar das luzes, que engessam a futura administração com o desperdício de dinheiro público, deixando de lado ações efetivas e urgentes à população amapaense.

Segundo a recomendação, o MPF-AP diz que Camilo  é obrigado, ao término do mandato, prestar contas dos recursos públicos recebidos, bem como as cópias de convênios, e documentos ao futuro gestor, o que não tem sido feito pela atual gestão.

Para Waldez, a instituição fez as observações de praxe que cada gestor deve observar no seu mandato. “Nossa instituição não tem bandeira partidária”, disse o procurador Felipe Lucena. “Essas recomendações são as recomendações que todo gestor deve ter ciência no começo de seu mandato, como lisura e transparência. Nosso trabalho hoje é informativo, com votos de que sua gestão seja um sucesso”, desejou o procurador ao governador eleito.

“Estamos muito satisfeitos com a atenção do MPF sobre a situação problemática da transição de governo no Amapá e esperamos que a atual gestão atente para as recomendações e faça seu fim de gestão de maneira republicana, dando dignidade ao povo do Amapá”, finalizou Waldez.


Veja a recomendação na íntegra: Recomendação nº020/2014