terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ruy Smith revela congelamento e precariedades na CAESA


Na última quinta-feira, 04, foi a vez de representantes da Companhia de Água e Esgotos do Amapá – CAESA – reunirem se com a equipe de transição do governador eleito, Waldez Góes (PDT) para prestar esclarecimentos sobre o órgão e auxiliar a equipe no processo de transição.

A Companhia esteve representada pelo seu Diretor-Presidente, Ruy Smith, que conduziu uma apresentação sobre os andamentos das obras referentes ao Plano de Aceleração de Crescimento I (PAC I) realizadas pela CAESA, quase todas paralisadas ou atrasadas.


Segundo Ruy Smith, a Companhia tem limitações severas para converter investimentos em retorno financeiro, o que faz que cada investimento também acarrete em muitas perdas. O Diretor-Presidente revelou que um dos maiores problemas é a ausência do cadastro dos consumidores para junto à Companhia, deficiência que impossibilita medir o real fornecimento de água em todo o Estado. Tal abastecimento deveria ser contabilizado por meio do medidor. Porém, de acordo com o diretor-presidente os equipamentos deixam de ser instalados por causa da carência de pessoal o que faz que um percentual significativo da população pague somente a taxa mínima de consumo.

Outra preocupação apresentada pelo representante da CAESA é a baixa capacidade de armazenamento de água “atualmente o Estado tem cinco milhões de litros de água em reservatórios, sendo que, de acordo com o contingente populacional, o ideal seria termos, pelo menos, 30 milhões de litros”, afirmou Ruy.

Quando questionado a respeito das obras em andamento da Companhia, Ruy falou que alguns convênios estão paralisados devido a erros nos projetos e à inconstância na prestação de serviços de algumas das empresas vencedoras das licitações. Isso fez com que os recursos fossem congelados e devolvidos à Caixa Econômica Federal (CEF). Ainda segundo o relatório apresentado, as estações e subestações de água do Estado precisam passar por um urgente processo de reabilitação “Os processos não estão mais sendo feitos de forma adequada. As estações não decantam e nem filtram a água direito. No entanto, o reparo das estações não foi autorizado pelo PAC”, revelou, acrescentando que para que seja feita a reabilitação e o aumento da produção nas estações seria necessário um investimento de R$ 10 milhões.

Durante a reunião, levantou se a questão de que o diminuto quadro técnico da CAESA possa estar prejudicando os trabalhos do órgão. Ruy explicou que o quadro técnico está condizente com a atual situação da Companhia, pois ela não está mais crescendo, e sim apenas reparando a estrutura que já possui. Em função disso, o Diretor-Presidente deixou nas mãos de Odival Monterrozo, membro da equipe de transição de Waldez Góes, um mapa das intervenções necessárias na CAESA para a próxima gestão. Ele ainda salientou que seria sensato um investimento de cerca de um milhão e meio de reais por mês na Companhia.

Estiveram presentes na reunião os representantes da equipe de transição de Waldez, Odival Monterrozo e Antônio Teles, além do observador do Ministério Público Estadual, Promotor Pedro Leite; Darcicleide Gato representando o Tribunal de Contas do Estado; Juliano Avelar, da Procuradoria Geral do Estado e representantes da Caixa Econômica Federal.